Trens são a única forma possível de estar parado e o mundo seguir pela janela. E as coisas mesclam-se às memórias, o trem as faz desfilarem junto com a paisagem, pinçadas aqui acolá. E ainda dá para ver o passado preso dentro da luz que vem de fora, atravessa a janela, bate na parede e reflete nos olhos. São os raios que respingaram na vegetação do lado de fora e por isso, apenas por isso, são parte do passado, quando o trem estava centímetros atrás. Nosso passado recente, o remoto ficou na última estação, quando o trem parou e eles, os raios, se misturaram no frenesi atemporal. Também é possível ver o futuro, mas não dentro do trem, acima dele, por fora. O futuro passa por fora, basta estender a mão e contar os segredos nos buracos das árvores da montanha cobertos de lodo.
Por fim ainda há quem consiga estar suspenso entre eles. Trens, janelas, luzes e observâncias. Mas aí...
...aí...
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Um comentário:
Eu sou louca pra andar
de tren, a sensação deve ser maravilhosa de sentir o futuro pelas mãos;)
bjuxxxx!!
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